A Noite de Caça
A faca reluzia sob a luz alaranjada do poste em que Alex estava, o brilho no metal da arma parecia preenchê-la do fascínio voraz que seu dono possuía ao usá-la. A noite como sempre estava quente, o suor descia por seu pescoço e empapava suas costas, mas não o impedia de vestir uma camisa com casaco de capuz preto, calça jeans e tênis. Eram suas vestimentas sagradas para aquela noite, a noite em que o fio de sua lâmina ia mergulhar na carne de sua próxima vítima e escorrer o carmesim como a nascente de um rio, a noite em que ele se excitaria ao ouvir lamentos, súplicas e gritos de dor. A noite de caça. A lua amarela brilhava cheia no céu como uma homenagem ao predador que esperava o ônibus das dez e meia parar no ponto a alguns metros dali. Sob aquela mesma lua, Alex se lembrava de como fora divertido espancar o mendigo no mês passado. O homem bêbado até tentou revidar, mas fora tão patético que só deixou o show ainda mais divertido, o jovem se lembrava com júb...